sábado, 14 de julho de 2012

Armadura.

Para a média de vida, talvez eu não tenha vivido muito ainda.
Dizem que sofrimento vira experiencia.
Em alguns casos, crianças poderiam ser mais experientes que adultos. Não sei.
Eu acredito que a cada período em vida, seja um dia, mês ou ano, aprendemos algumas coisas.
Sei que minha vida ainda não foi muito longa, e por isso, sei também que tenho muito a aprender.
Mas há aquelas lições, que vem do nada, e que você leva pra sempre.
E quem sabe, eu tenha aprendido uma que talvez seja o suficiente.
Porque eu aprendi a transformar dor em força.
E isso é algo que todos nós precisamos para enfrentar a vida, creio eu.
Porque dor é algo que a vida nos propõe.
E força é algo que a vida requer de nós.
Então se a vida te dá limões faça uma limonada.
Mas se ela te dá dor, se faça em força.
Porque na vida, teu corpo será tua unica armadura.
E pra aguentar tudo, tem que ser uma armadura muito forte.
That's all folks.

domingo, 20 de maio de 2012

Esse ódio aí.

Se todas as palavras que me diziam, ficassem, eu não estaria sentindo o que estou sentindo agora.
Mas desde que o mundo é mundo e ódio, parece muito mais fácil acreditar nas más palavras do que nas boas.
As pessoas más, tanto como as palavras que saem de um coração amargurado, marcam muito mais do que um bom dia que você já recebeu.
Um bom dia você precisa todos os dias. Uma vez recebido, no dia seguinte você esquece.
Um insulto não. Um insulto te marca e fica. E você não precisa de mais. Mas geralmente, estes vem mais do que um bom dia.
Saudades da época em que a educação vinha antes do ódio.
Parecia um tipo de porta que impedia que as pessoas explodissem essa substância.
Hoje, estas bombas parecem até ser rotina.
Pode vê-las em qualquer mão, explodindo por qualquer esquina.
E alguns castelos de onde são disparadas, simplesmente se desfazem de tanto guerrear.
Apenas para se verem livres disso.
Meio irônico. Eu, pelo menos, acho.
That's all folks.

sábado, 21 de abril de 2012

Segundos inesquecíveis.

Ok. Taí. Algo que realmente vale a pena compartilhar. Um momento.. inesquecível.
Lhes explico o que foi.
Sabe aqueles dias de mais ou menos 6 ou 7 "24 horas"?
Não entendeu? Aqueles dias de coisas que você vai acumulando por quase, ou mais de uma semana? Parece um dia interminável.
Eu estava num desses dias, ou melhor dizendo, semanas.
E daí de tanto acumular eu apenas não aguentei mais. Não pude evitar por tanto que tentei, delas caírem. Minhas lagrimas fugiram. E fugiram em publico. Eu odeio chorar em publico mas não pude evitar.
No meio da rua, em meio a tantas pessoas agitadas eu via o meu cotidiano.. Ninguém se importa com nada.
Mas isso não vem ao caso agora..
O que me levou a escrever isso aqui foi a presença de uma boa alma no meu dia.
Enquanto eu chorava pela rua, um rapaz me disse algo.
Descrevendo esse rapaz, só posso dizer que a condição dele podia estar muito pior que a minha.
O que ele me disse?
- Não chore garota.
E ao ouvir aquilo, ele além de me fazer parar de chorar, me deu um motivo pra sorrir.
Ele não sabe quem sou. Não sabe meu nome. Mas fez uma parte importante do meu dia. Se importou comigo.
Foi um momento de pouco mais de 2 segundos..
Mas que me ocupou a mente pelo resto do dia. Que me foi muito importante.
E a unica coisa triste disso agora.. é que teve alguém tão bom.. tão marcante no meu dia.. e eu nem, ao menos, sei seu nome.
E uma lembrança sem nome, vale por muitas quais eu sei até a data de nascimento.

domingo, 18 de março de 2012

O que há?

E no mundo de hoje, o que há de tanto movimento por aí?
O que há da realidade nos sonhos?
O que há de amor nos toques?
O que há de um deus, nas guerras?
O que há de fundamento, em cada passo?
O que há de puro, no ar que respiramos?
O que há da alma em um corpo?
O que há da arte na vida?
O que há no olhar de inocentes? E na mente de psicopatas?
Quando você só age, age, age uma hora você para.
Para e se vê obrigado a pensar.
E quando pensa, olha pra trás e vê quanta coisa deixou passar.
E isso o impede de seguir.
Será que é tão dificil pensar?
Pensar com o coração, sentir com a mente.
Para sentir o que se faz, e pensar no que se sente.
Porque tudo o que se faz, sente ou pensa, é uma corrente de ar que vai e volta com vento e ela pode levar seu peso ou te derrubar no seu caminho.
São atos e consequências. Ações e reações. As chances que há entre céu e inferno.
Saber o que está no caminho de um novo capitulo.
Mas o que há de cada um de nós nesse livro?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Nós.


Cada nota daquela melodia, trazem meus pés até você.
O que acontece, o que posso fazer?
Teu amor me imobiliza tão confortavelmente.
Cada dia contigo, parece ser tão valioso.
Cada ano, parece ser apenas um dia que passa tão rápido e ao mesmo tempo nunca acaba.
Cada momento, cada sorriso.
Seu jeito de me fazer rir ao me irritar, de fazer qualquer raiva passar.
De me levar pra tão longe nos meus sonhos.
No momento que me tem, te sinto aqui, te sinto, te tenho, te amo e você, sente, corresponde, vai ao mesmo tempo que fica.
Os dias passam, as ruas ficam e o luar vem e brilha como teu olhar... ah, o teu olhar.. me tira o ar tão repentinamente.
Me rouba o ar como roubaste meu coração.
Guardo teus sorrisos, tuas palavras, teu jeito e até mesmo tuas dores. Guardo você.
Me estressa, me irrita, me magoa e até mesmo me faz chorar, mas não há cicatriz que o amor não cure.
Nossos sonhos, nossas fantasias, nossos segredos se esvaecem e se espalham no nosso futuro.
Sorrisos espontâneos, danças imaginárias, lugares tão distantes, corpos tão distantes, um sonho tão perto.
Risadas no travesseiro, sei que tu guarda como eu.
Teus olhares nos meus sorrisos, teu toque nos meus sonhos.
Nossas discussões, nossos insultos, nossas lagrimas...
De sonhos e realidades, isso tudo vem de um só coração.
Que mesmo de longe, tão perto.
E nossa mente vai tão distante.. e nosso amor fica aqui.
Fica aqui e cresce.
Cresce, diminui e nunca desaparece.
Cresce e permanece.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Música.

Está em todo lugar e em todos os tempos.
A arte da harmonia sonora da natureza.
Uma série de movimentos em instrumentos que formam muitas das mais incríveis melodias.
Lenta ou rápida. Agitada ou calma.
Com uma voz leve ou pesada que segue os ritmos da melodia.
As notas, o folego. Fascinante.
Um som novo a cada dia pela natureza ou pelo homem, algo que entra e invade tua alma te dando os mais intensos sentimentos desejados. Tuas letras que te descrevem e permanecem em tua mente. Te lembram momentos, te lembram a vida.
O ritmo que entra em teus pés.
A sincronia de dez corpos a sentir tal ritmo numa série de movimentos, num espontâneo ensaiado.
A harmonia de dois corpos, se movendo com delicadeza e amor entre si e a música que lhe dá movimentos simples que se tornam incríveis a cada passo que completa o outro e o controle do ar, da gravidade e do teu corpo.
A energia de um ao dançar alegremente com movimentos tanto pesados como perfeitos, num equilíbrio, num desafio entre tudo que o cerca.
Sempre seguindo a alma da música. Seguindo tua alma ritmada com o mais incrivel libertado dentro de si.
Tua música, tua chave.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ainda não sei o título.

Percebi que não é agora que minha vida começará porque não é hoje que ela vai terminar.
Percebi também que por mais que eu tenha muitas experiencias, todas elas são poucas.
Eu não vou fazer a coisa certa, porque se for para vencer, eu o farei depois da queda e não antes.
Eu não sei o que são os verdadeiros sentimentos e suas multiplas faces. Não sei o que é uma vida.
Mas não será em palavras que eu vou descobrir.
Eu quero aprender, errar, sentir, tocar, cair, levantar, vencer, derrotar.
Então aos poucos, hoje eu começo a me libertar de qualquer corrente que hoje me prende para ir atrás da minha alegrias, da minha vida e consequentemente, quem sabe, de um amor.
Em busca do que é viver, de loucuras e experiencias. Não irei mais prolongar o meu livro com paginas encharcadas de lagrimas, cheias de dor e vazias de vida.
Mas irei prolongá-lo o máximo possivel com sentimentos aleatórias, experiencias surpresas que sendo boas ou não, certamente, serão as melhores da minha vida.
Passos largos, mas um de cada vez. Sem pressa.
E quem sabe um dia, eu chore de rir, ou ria para não chorar, mas com certeza com orgulho de quem me tornei, do caminho que segui e com quem o passei.